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domingo, 24 de abril de 2022

POR QUE ISRAEL?

 

POR QUE ISRAEL?

Por que Israel? Essa dificílima pergunta só poderá ser respondida com presteza por Deus! Pois Ele, e somente Ele, sabe os motivos que o levou a escolher no passado esse povo, dentre as nações da terra, escolheu um povo não era o mais importante, o mais numeroso. “O Senhor não se afeiçoou de vós e vos escolheu por serdes mais numerosos do que todos outros povos, pois éreis menos em número do que todos os povos”. Dt. 6.7. Ou o povo mais obediente. “Porque eu sabia que eras obstinado, tua cerviz é um tendão de ferro, e tens a testa de bronze” Isaías. 48.4. Contudo, foi através da descendência de Abraão, Isaque e Jacó, que teve o seu nome mudado por Deus para [Israel], que o Senhor fez uma aliança eterna. “Estabeleceste teu povo Israel por teu povo para sempre e tu ó Senhor, te fizeste seu Deus”. 2ª Samuel.7.24..Portanto, a milênios atrás, numa época que os povos eram totalmente dominados pela idolatria, Deus se apresentou a Abrão na Mesopotâmia, e ordenou para que ele fosse para a terra de Canaã, onde Deus mudou o seu nome para Abraão, na terra de Canaã Deus se revelou, para que eles conhecessem o nome do verdadeiro Deus, e deles surgisse uma nação, na terra de Canaã Deus firmou uma aliança com Abraão e sua descendência,. “De ti farei uma grande nação, e te abençoarei e te engrandecerei o nome; sê tu uma benção” Gn. 12. 2. A principal missão desse povo iniciada por Abraão, era fazer com que, mais tarde o nome de Deus fosse revelado a todos os povos; mas, para desenvolver um projeto de tamanha importância Deus promoveu com eles uma aliança eterna.

Por que Israel? Esta pergunta normalmente é feita por pessoas que infelizmente não conhecem as Escrituras Sagradas, ou fazem parte de algum ramo de uma teologia, a qual, discorda da escolha de um povo, que ao longo do tempo pecou contra Deus, descumprindo os seus juízos, estatutos e mandamentos, e por conta dos seus erros, sofreram invasões, foram escravizados e quase exterminados. Por outro lado, existem pessoas que conhecem as Escrituras Sagradas, e confiam plenamente nas escolhas feitas por Deus a respeito de qualquer coisa, pois elas sabem da nossa incompetência para entender ou julgar os planos de Deus. Para aqueles que discordam da eleição de Israel. Numa tentativa de esclarecer esse questionamento; que tem o poder de fazer com que os próprios cristãos, que acreditam num Judeu chamado Jesus, tenham opiniões antagônicas a respeito dessa escolha, no intuito de responder essa pergunta, somos obrigados a retroceder a eras remotíssimas. Para tanto, recorremos as páginas das Sagradas Escrituras, por serem elas as únicas dignas de confiança, pois, foi somente através das palavras nelas, escritas pelos descendentes de Abraão, que o mundo passou a tomar conhecimento da existência e do nome do Senhor, o Deus de todas as criações, as Escrituras revelam que no início das obras, quando ainda nada fora feito, participaram da criação do universo, Deus, o Espírito Santo e Cristo, que era o Verbo, Cristo, Messias ou Ungido, é a primeira e única geração de Deus, as Escrituras atestam verdadeiramente sobre a natureza e o poder do Cristo, quando dizem: No princípio, era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus” “Ele estava no princípio  com Deus” “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” Jo.1.1,2 e 3. N.T., Portanto, Cristo existe, antes de qualquer produção visível ou invisível, e foi através do poder de Deus, que se deu início a criação de todas as coisas, quando as Escrituras em primazia relatam: “No princípio criou Deus os céus e a terra” “A terra porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o espírito de Deus pairava por sobre as águas”. Gn. 1.1 e 2.  Portanto, antes de qualquer existência física do universo, e como parte dele, um planeta chamado de terra; somente as Escrituram atestam que Deus é o autor, de todas as obras da criação, por essa razão, só após milênios de existência da humanidade, que os homens tiveram condições culturais, para iniciar os seus registros na história.

terça-feira, 8 de março de 2022

  

As Escrituras Sagradas.

Nas culturas dos países de todos os continentes e ilhas, existem uma infinidade de fábulas, mitos fantasias, devaneios ou teorias, que tratam segundo a suas visões a criação do universo, muito embora, tudo o que foi escrito nesses países sobre a criação universo e da humanidade, é o oposto ao que está registado nas Sagradas Escrituras, as quais, são as leis, os estatutos e os mandamentos revelados por Deus, porém, todo o seu conteúdo, foi escrito por pessoas fieis escolhidas por Ele, as Sagradas Escrituras, abordam as coisas atinentes a vida da humanidade desde a sua criação, são elas que tratam das ações físicas e espirituais das pessoas, que iniciam antes do nascimento do homem e vai além a morte do corpo, explicando o que acontecerá com o seu espírito na eternidade. As Escrituras, servem de parâmetro moral para edificação das pessoas, quando suas orientações são aplicadas no dia a dia, no convívio em família, e, em todos os momentos, no que tange os relacionamentos sociais ou profissionais entre os homens, a edificação espiritual acontece, quando a pessoa prioriza, o seu relacionamento com Deus seguindo as suas leis, juízos estatutos e mandamentos ainda em vida, porque, após a morte, nada mais pode ser feito para seu espirito não sofra danos pela eternidade; a princípio, as leis de Deus iniciaram no seu reino, onde todas as criaturas são regidas através da hierarquia determinada por Ele, segundo a ordem a qual pertence cada ser, as leis do universo foram estabelecidas, para determinar o curso dos astros, bem como os seus efeitos sobre a natureza de nosso planeta, demarcando o dia, os meses, as estações. “Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem a separação entre o dia e a noite; e sejam para sinais, para as estações, para dias e anos”. Gn. 1. 14. A.T. Milênios depois da criação da humanidade foram reveladas e escritas as leis para os homens, elas foram criadas, para que as pessoas estivessem sempre em comunhão com Deus, porque de todas as criações do nosso planeta, só o homem tem esse privilégio, daí a necessidade das Escrituras Sagradas existirem como regra de vida.

--- “Toda a Escritura é inspirada por Deus é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” “A fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. 2ª Timóteo. Cap. 3. Vs. 16 e 17. N.T.

Depois da queda do homem e sua separação de Deus, para executar seu projeto de salvação, Ele de forma oculta, durante muitas eras preparou humanidade, afim de que, os homens tomassem conhecimento, da existência do único Deus através das Sagradas Escrituras, pois nelas estão escritas as suas leis para uso das pessoas, e foi também através das Escrituras que Deus revelou, a verdadeira história do surgimento do universo e da origem do homem. As Sagradas Escrituras, são um conjunto de livros revelados por Deus; e iniciam abordando um passado remoto, relatando em suas páginas, o que aconteceu antes da criação da terra e da humanidade, quando Deus Revelou todo o seu poder nas obras da criação, em conformidade com o que diz as Escrituras: “No princípio Deus criou os céus e a terra”. Gn. 1.1. São fatos reais, que aconteceram no passado, que somente as Escrituras Sagradas tem autoridade para declarar as obras de Deus. “lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim”. Is.46.9.A.T. São fatos, que só Ele como Deus eterno e incriado, tinha conhecimento, e começou a revelá-los na época certa para o mundo, através de Moisés quando ele iniciou as Escrituras no livro de Gênesis, contudo, com o passar do tempo, através dos antigos profetas, Deus revelou profecias distintas: Para Israel, para as nações e para as igrejas, situações que iriam acontecer no futuro, uma dessas profecias afirmava a restauração de Israel, foi cumprida após aproximadamente dois mil anos da maior diáspora impingida pelo império romano, a profecia, garantia que, os Judeus espalhados pelos países do mundo, voltariam, para habitar em Israel. Um acontecimento, que em anos anteriores, nem as pessoas mais otimistas, acreditavam no retorno em massa dos Judeus, desterrados anos depois da morte e ressureição de Cristo,  e muito menos criam na criação e independência do Estado de Israel.

 --- “Levantará um estandarte para as nações, ajuntará os desterrados de Israel e os dispersos de Judá recolherá desde os quatro confins da terra” Isaías. Cap. 11. Vs. 12. A.T.

O retorno em massa dos Judeus, aconteceu depois do fim da segunda guerra mundial após a morte de milhões de Judeus no holocausto perpetrado pelo nazistas, e dos milhares de Judeus mortos nos pogroms, que aconteciam no países do leste europeu, contudo,  em maio de 1948, foi criado o novo estado de Israel pelos Judeus vindos de muitos países, logo após a sua criação, Israel começou a sofrer ataques dos seus inimigos, mas apesar de tudo, dentro de pouco tempo, o que ninguém esperava aconteceu, Israel se transformou num país próspero.

--- Dias virão que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o Mundo” Isaías. Cap. 27. Vs. 6. A.T.

 Com vistas as profecias que se reportam aos acontecimentos no final dos tempos, Deus os revelou, a aproximadamente dois mil anos atrás, através de Jesus, as profecias foram escritas pelo Apóstolo João, quando ele se encontrava desterrado numa Ilha pelo imperador romano, depois da morte e ressureição de Cristo, são coisas que só acontecerão no futuro distante, as quais, atingirão todos os povos, tendo como centro dos eventos o povo Judeu e a cidade de Jerusalém.  

--- “Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e testemunho de Jesus”. Apocalipse. Cap. 1. Vs. 9. N.T.   

Portanto, como é visto, em cada livro que foi revelado por Deus ao longo dos séculos, consta o nome da pessoa que escreveu; as Sagradas Escrituram iniciaram quando Deus se revelou a Moisés um homem da tribo de Levi, descendente de Jacó através da aparição de um arbustos em chamas, ele se apresentou como o Deus, conhecido pelos seus antepassados. “Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus”. Êxodo. 3. 6. A.T.  Após a sua revelação, para cumprir uma promessa que Deus havia feito a Abraão, convocou Moisés. “Vem agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel do Egito”. Êxodo. 3. 10. A.T. As leis foram levadas ao conhecimento do povo de Israel, após mais de quatrocentos anos de escravidão no Egito; quando libertos de Faraó por Deus, depois de terem atravessado a pés o Mar Vermelho, durante suas jornadas pelo deserto, Moisés recebeu as revelações das leis de Deus, escreveu e repassou para o povo de Israel que estava acampado aos pés do Sinai.

--- “Moisés escreveu todas as palavras do Senhor, e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada erigiu um   altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel. Êxodo. Cap. 24. Vs. 4. A.T.

Todos os Livros Sagrados são inspirados por Deus e seguem o mesmo padrão, e se completam, embora, eles tenham sido escritos por muitas pessoas em várias línguas: Hebraico, Aramaico, Grego e latim. As Sagradas Escrituras, foram transliteradas e ou traduzidas para um sem números de línguas e dialetos, apesar de que, seus textos originais foram escritos, por homens e mulheres de condições culturais e sociais diferentes, todos os livros que compõe as Sagradas Escrituras são coerentes e se completam, tem  início, meio e conclusão das suas narrativas, a verdade é relatada nos Livros Sagrados, porque neles, os homens são apenas os escritores, pois, as revelações contidas nos livros são feitas pelo o verdadeiro Deus, e, não são frutos de criações da mente humana quando 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Raízes do Cristianismo 3/4

- A Consciência.

- É o atributo que discerne no interior do homem, as ações certas ou erradas por ele praticadas, a sua atuação independe de qualquer conhecimento  intelectual acumulado ao longo da vida pelo homem, a consciência age em todos os seres humanos, pois a mesma não pode ser influenciada por nada no seu julgamento, que é algo espontâneo e imediato, sendo que às vezes o raciocínio [atributo da alma] até tenta justificar a ação daquele que comete  um erro que a sua consciência julga, mas, sem resultado; pois o seu trabalho é interior, por ela ser independente e objetiva, não se dobra as opiniões externas, um homem que pratica um delito, pode até justificar suas ações perante outras pessoas, porém, de nada adianta, porque se o homem errar, ela o acusa sem hesitar, contudo, o ser humano contumaz no erro, cuja mente está cauterizada,  pode  não aceitar o julgamento do seu ato que foi emitido pela sua consciência, para continuar errando, como falam os versículos abaixo.

---- “Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro. O cão voltou para o seu próprio vômito; e a porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal”. 2º Pedro. Cap. 2. Vs. 22. N. T.

--- “portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.” Rm. 13: Vs. 5. N.T.

 - A Intuição.

 - É um pressentimento inexplicável que vem do nada a cada pessoa, umas mais, outras menos, porque, vem sem ajuda da mente, emoção ou vontade, [atributos da alma] ela surge de forma inesperada, é um tipo de conhecimento que nos chega claramente de uma forma direta, independe também de qualquer influência vinda do exterior, é uma percepção real de verdades para serem apreendidas pelo espirito, são revelações de Deus e os movimentos do Espirito Santo. Às vezes trata-se de um rasgo de entendimento instantâneo, que faz com que tomemos decisões inusitadas, a intuição é um atributo do espirito, as vezes chamada pelas pessoas de “sexto sentido”. Uma vez que o corpo humano é composto de cinco sentidos: a visão, o olfato, o paladar, a audição e o tato. Eles fazem parte do nosso sistema sensorial. Então, a palavra sexto sentido é uma forma de tipificar de modo simples a intuição.

- A Comunhão.

 - A priori, a comunhão é um ato de adoração da pessoa ao comunicar-se com Deus, e é antecipado pela percepção da Consciência, ela, é a certeza da existência de Deus, e também da Intuição, a qual, nos faz entender as revelações de Deus. Porquanto os atributos da alma são incompetentes para a adoração, até porque as ações de Deus não podem ser percebidas por nossos pensamentos, sentimentos ou intenções, pois, eles fazem parte dos atributos da nossa alma, assim sendo, Deus como Espirito só pode ser conhecido diretamente pelo nosso espirito, e através dele revela a sua vontade ao homem que com Ele comunga.

--- “Porei em vós o meu espirito, farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis”. Ez. Cap. 36: Vs. 27. A.T.

--- “Deus, porém, no-las revelou pelo seu Espirito. O espirito penetra todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus.” I Co. Cap. 2. Vs. 10. N.T.

- No Espirito do homem, estes três principais atributos que entrelaçados funcionam ordenadamente, porque a Consciência julga segundo a Intuição, pois é através dela que conseguimos assimilar as revelações de Deus, sendo assim a Consciência condena todas as ações que não se coadunam com a Intuição, porque ela está relacionada diretamente com a Comunhão, (adoração) a Deus, visto que, Ele revela sua vontade ao homem intuitivamente, fora isso não existe outra maneira de receber o conhecimento Dele.

- Exemplo da consciência.

É o órgão de julgamento.

- Tomemos como exemplo um fato que aconteceu quando o Apóstolo Paulo fugia de Beréia, uma cidade da Macedônia, ao ser perseguido pela população idólatra por causa das suas pregações que os condenava, ele atravessou o mar para e Grécia, e em Atenas aguardava a Silas e Timóteo seus auxiliares que vinham encontra-lo, porém para sua tristeza,  em Atenas Paulo encontra um panteão de “deuses”, a ponto de existir um altar para um ‘Deus” desconhecido:

--- “Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espirito se revoltava em face a idolatria dominante na cidade.” At. Cap. 17 Vs. 16. N.T.

- Revoltava-se o espirito de Paulo, pois a sua consciência julgava errado a idolatria [adoração de ídolos] que dominava a cidade de Atenas.

- Na sua epístola [carta] aos romanos, Paulo afirmou que o Espirito Santo, assegura ao espirito do homem a nossa relação com Deus:

--- “O próprio Espirito testifica com o nosso espirito que somos filhos de Deus.” Rm. Cap. 8: Vs. 16. N.T.

- Nessa carta a Consciência do Espirito de Paulo apoiado na Intuição [revelação de Deus] julga certa a afirmação, que somos filhos de Deus.

- Exemplo da intuição:

- É o ato da percepção de Deus sem a influência externa, sem ajuda da mente, da emoção ou vontade do homem, todo esse entendimento acontece somente através do espirito. Foi o que aconteceu com Jesus na Cidade de Cafarnaum, quando Ele curou um homem no sábado, o que não era aceito pelos Fariseus e Escribas judeus que seguiam a tradição:

--- “E Jesus, percebendo logo por seu espirito que eles assim arrazoavam, disse-lhes por que arrazoais essas coisas em vosso coração?” Mc. Cap. 2. Vs. 8. N.T.

- Assim também, afirmou Paulo em sua carta aos membros da Igreja da cidade de Corinto, na Ásia sobre o conhecimento das coisas dos homens e de Deus:

--- “Porque qual dos homens sabe das coisas do homem, senão o espirito que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espirito de Deus”. I Co. Cap. 2. Vs. 11. N.T.

- Exemplo da comunhão:

- Como já percebemos a comunhão com Deus completa as três principais funções do espirito do homem, sendo que a comunhão é a mais importante, porque e um ato singular, pois é nesse momento que o Espirito Regenerado do homem comunga-se com o Espirito Santo de Deus, e recebe Dele as suas revelações, sem a necessidade de ajuda da alma ou do corpo, pois ambos por suas naturezas são incompetentes, esta é uma ação exclusiva do Espirito de Deus  para espirito do homem.

--- “Deus é Espirito; e importa que seus adoradores o adorem em Espirito e em verdade.” Jo. Cap. 4. Vs. 24.  N.T.

--- “Mas aquele que se une ao Senhor é um Espirito com Ele.” I Co. Cap. 6. Vs. 17. N.T.

- Já foi dito através da Palavra, que no ato de cada concepção de uma vida humana, Deus coloca um espirito naquela nova criatura.

--- “Sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel. Fala o senhor, o que estendeu o céu, fundou a terra e formou o espirito do homem dentro dele”. Zc. Cap. 12. Vs. 1. A.T.

 RAÍZES DO CRISTIANISMO 2.

 RAÍZES DO CRISTIANISMO.http://francisco-aranha.blogspot.com/search?q=saiba+como+destruir+israel

domingo, 5 de dezembro de 2021

SAIBA COMO DESTRUIR ISRAEL.

 SAIBA COMO DESTRUIR ISRAEL.

Certa vez um Pastor ia a uma cidade fazer uma pregação inédita cujo título, era: Como destruir Israel. para fazer a sua pregação conseguiu um imenso local, onde poderia acomodar milhares de pessoas em função da relevância do tema; sobre o qual, o palestrante iria explicar no encontro, o único modo para destruir de uma só vez Israel. Em razão desse tema revolucionário, acorreram para o local da pregação, pessoas de todas as correntes religiosas ou não, carregadas de expectativa.

 Os ateus! vieram. Apesar de não serem acostumados a participar de eventos religiosos; pois eles não acreditam na existência de Deus, e muito menos que ele seja autor da criação do universo, para eles a existência do universo é um evento fortuito atribuído ao acaso, portanto, o universo, surgiu sem planejamento, e é o resultado da explosão cósmica de uma partícula dotada de espírito, com uma inteligência única, onipotente, onisciente e onipresente, tão poderosa quanto o Deus criador que eles rejeitam, para eles o Deus da criação não passa de uma fábula arcaica, e que este Deus, é um ser rancoroso e vingativo, por isso, as pessoas o seguem como escravos aterrorizados por conta das suas superstições, portanto, aquele encontro que eles iriam assistir, não passava de uma querela modorrenta entre religiosos.

 O Bispo da Igreja Romana e seus seguidores, acreditavam na nova “teologia” da substituição, e que, chegara a hora de mostrar ao mundo, que Israel havia sido rejeitado por Deus em favor da sua igreja. Tal vez, eles por não atentar a forma como Deus criou Israel, ou a sua História baseada nas promessas de Deus através dos profetas, se esquecem que esta nação não foi criada por uma tribo, um clã, ou um grupo de guerreiros, mas, foi crida somente pela vontade de Deus. Qual o povo que Deus fez passar com os pés enxutos no meio do mar? Ou parou o sol para que vencessem uma batalha? Israel foi criado para que através dele as nações da terra fossem abençoadas.

 Um Imã: Um importante líder espiritual dos Mulçumanos, acredita nas palavras do Corão, embora tenha sido fundamentado em personagens e parte do Antigo Testamento, o seu livro, afirma que alá, um ídolo antigo da Arábia é o deus maior, e, portanto, que a partir da destruição de Israel, a sua religião passará a ser a única e verdadeira, pois Maomé, mesmo sem ter feito nenhuma profecia é considerado seu profeta.

 O Rabino Judeu: Suava desesperado, porque todos os livros da Torá, assim como as profecias escritas há milhares de anos, sobre os quais fundamentavam a sua religião, e tradição, que começou com Abraão, algo em torno de quatro mil anos, cairia por terra, e provavelmente as gerações futuras do seu povo, nunca receberia o Messias para restaurar o povo de Israel. Ora um Judeu não se preocupar com tal coisa porque as profecias afirmam que virá um Messias, porém não nos moldes de um rei guerreiro como o Rei Davi, mas um descendente dele e o sei reino será eterno, ele não vira somente para redimir Israel, mas toda a humanidade.  

Não menos desesperado estava um Pastor e os Evangélico e os que o seguiam. Será que Deus quebrou as suas promessas para Israel e a Igreja de Cristo? Os evangélicos,  além de acreditar no Antigo Testamento, cujas profecias anunciaram a vinda de Jesus, e o seu nascimento em Belém um pequena aldeia de Judá, eles sabem que, foi depois do seu ministério da sua morte e ressureição, que surgiu o Novo Testamento. E o que fazer com a promessa do retorno de Jesus, para ressuscitar os que morreram por amor a Deus desde a antiguidade?  Como ficaria a situação da igreja de Cristo, a qual, deveria ser dos ares arrebatada e levada para junto do Pai? E a tribulação? E o anticristo? E a vitória de Jesus sobre o inimigo? E a promessa de redenção da humanidade? Essas eram, apenas algumas das milhares perguntas que passavam pela mente das pessoas, que seguiam para assistir a pregação do Pastor, entre elas, Judeus e Evangélicos desarvorados, que de antemão consideravam o tal Pastor um herege, um apóstata, porque ele conhecia a palavra de Deus, sabia a origem de Israel e das profecias, e agora possivelmente a serviço do satanás o maior inimigo de Israel, aquele pregador vinha apresentar uma fórmula, que explicaria como destruir o Israel que Deus escolheu. Portanto o ambiente no local da pregação, apesar do significativo número de seguranças era explosivo, a tensão que já existia, só aumentou, quando um grande ruído foi ouvido no ressinto, significava a aproximação do pregador acompanhado por uma multidão de pessoas também encarregadas de protege-lo, pois ele temia ser morto por causa da sua pregação. Contudo ele se apresentou com uma fisionomia calma, de quem tem bastante certeza do seu domínio sobre o assunto; então, a enorme multidão com a fisionomia carregada, ficou em silencio mergulhados nos seus pensamentos, cada um com seus motivos para entender a razão e o tema da Pregação. contudo, apesar do clima ser bastante tenso e hostil, o Pastor não se intimidou e agradeceu educadamente a presença de todos, caminhou para o púlpito e em seguida enfiou a mão no bolso do paletó, apanhou uma folha de papel dobrado, abriu e olhou para o interior da folha. Então, todos então se perguntaram: Será que neste simples papel está uma fórmula poderosa para destruir Israel? Para iniciar a pregação, o Pastor levantou a folha de papel na altura da sua boca, olhou firme para os presentes, e numa voz potente de quem tem certeza daquilo que defende e fez a seguinte leitura:

“Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Deuteronômio. Cap. 6. Vs. 4. A.T. 1451. A. C. Escrito por Moisés.

E continuou a citar as Escrituras Sagradas:

--- “Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor teu Deus, te escolheu para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos ou povos que há sobre a terra. Não teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fosseis mais numerosos do que qualquer povo, porque éreis o menor de todos os povos que há sobre a terra”. Deuteronômio. Cap. 7. Vs. 6. A. T.    

E prosseguiu o Pastor com a voz firme, para apresentar a única fórmula infalível para destruir a Israel, uma vez que, muitos impérios: Assírio, Babilônico, Hitita, Egípcio e Romano, desde os tempos antigos tentaram e fracassaram. Disse ele: Eis a fórmula para destruir Israel: Se povos ou nações se juntarem hoje, e quiserem realmente destruir o povo Judeu, com certeza terão que ter poder para mudar as leis de Deus sobre o funcionamento do universo; terão que remover o sol a luas e as estrelas dos seus lugares, e faze-los sumir para sempre na imensidão do espaço sideral, medir o espaço compreendido entre uma e outra extremidade dos céus, uma medição, que é algo que a ciência mais avançada não consegue fazer, e para completar, terão que escavar a terra até o seu centro para saber a distância exata percorrida. A multidão ficou pasma pela simplicidade da fórmula, porque pensavam que seria através da guerra com como muitos tentaram,  diante da impossibilidade de concluir tal tarefa exigida pala formula apresentada. Segundo as promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó desde antes da criação de Israel Contra tudo e contra todos, Israel, continuará construindo a sua história baseada nas promessas de Deus, que o escolheu como seu povo. E o Pastor, para reforçar a impossibilidade de destruir Israel, citou as revelações de Deus através do profeta Jeremias.

 --- “Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para luz da noite, que agita o mar e faz bramir suas ondas; Senhor dos Exércitos é seu nome”  . . “Se falharem as leis fixas diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel ser uma nação diante de mim para sempre”. “Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondado os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor”. Jeremias. Cap. 31. Vs. 35 a 37. A. T.

Após ouvir a fórmula apresentada pelo Pastor, e a declaração do Profeta de Deus. Entre os ateus alguns creram nas palavras do Profeta, outros seguiram teimosamente nas suas convicções, até que pudessem ser alcançados pela misericórdia de Deus. O Bispo e seus seguidores arraigados na sua teologia, não se conformaram com a predileção e promessas de Deus a Israel. O Rabino e os Judeus que o acompanhavam continuavam a aguardar um Messias como Davi para trazer a redenção de Israel.  O Pastor e os Evangélico que o acompanhavam saíram reavivados na sua fé, com a certeza na salvação, prometida por Cristo Jesus para todos os que nele creem, porque, apesar de ser gerado pelo pai e o ter ajudado na fundação do universo, veio até a humanidade na forma de homem para sua redenção.

 Diante das palavras de Deus declaradas pelo profeta Jeremias, todos aqueles participantes da reunião que desejavam a destruição dos Judeus, derrotados e cabisbaixos bateram retirada, diante da impossibilidade de alterar as promessas e profecias de Deus para com o destino de Israel.

 --- “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido não o fará? Ou, tendo falado não cumprirá?” Números. Cap. 23. Vs. 19. A.T..


domingo, 9 de junho de 2019

Segunda parte Lembranças do Filipinho.


Segunda parte Lembranças do Filipinho.  

O Filipinho que eu passei minha infância e juventude, tinha trezentas e cinquenta casas com as paredes de concreto, totalmente iguais, cada uma com três quartos, uma sala, um banheiro, uma cozinha, uma lavanderia, na frente de cada casa um pequeno terraço, no seu lado havia uma treliça em forma de ele, 0 Filipinho situava-se entre os bairros, Sacavém à esquerda, e a Jordôa à direita, sua frente era para a Avenida João Pessoa, e fundos para o manguezal do Igarapé do Rio das Bicas, serviam como transportes mais frequentes para os seus moradores do bairro, a princípio o Bonde, que fazia o retorno no Sacavém e os ônibus das linhas do Anil e Tirirical, que passavam somente na Avenida João Pessoa, que na época, era a única avenida que ligava os bairros, onde os ônibus, carros e caminhões circulavam, o Filipinho possuía um grupo escolar, frente para a Avenida João Pessoa, Prédio para Administração, e um Ambulatório ambos voltados para a Rua treze, vários pontos comerciais com a frente para a Rua dois, uma Igreja Católica, com uma Cruz desproporcional, nos degraus da porta de entrada da igreja, sentávamos neles distribuídos por idade para conversar, os mais velhos sentavam-se encostados na porta de madeira e os outros degraus ocupados pelos demais, e os bancos de cimento da praça serviam de descanso, para o pessoal que voltava das “festas”; nos fundos da igreja, algo que seria a casa paroquial, mas na realidade, servia como sala de aula cujo professor era Sr. Sampaio, que fazia uma espécie de reforço escolar para algumas crianças, as casas do bairro, eram separadas por uma cerca de arame liso, sustentado por estacas de concreto, cada casa tinha três calçadas, uma junto a casa, uma outra intermediária, separando o primeiro canteiro, e pôr fim a calçada mais larga, entre o segundo canteiro, e terminava na sarjeta, as casas das esquinas, foram beneficiadas, com um terreno bem maior, e naturalmente com uma maior quantidade de canteiros, suas ruas, parte calçadas com paralelepípedos, outras apenas cobertas de piçarra. 

Com o passar do tempo surgiram às reclamações sobre a distância percorrida por pessoas que desembarcavam na avenida, e caminhavam no sol ou na chuva, para chegar as suas casas, foi então que surgiu uma ideia revolucionária, criou-se então uma cooperativa de ônibus pelos moradores do Filipinho, a cooperativa, contava com seus belos ônibus Mercedes novos e confortáveis, os famosos “cara chata” com cobradores sentados que vendiam as fichas coloridas, cada cor significava o percurso pago, e eram depositadas na saída em porta-fichas transparentes, os nossos ônibus, cujos modelos eram completamente diferentes dos demais que estávamos acostumados a viajar, e assim, os ônibus exclusivos dos moradores do Filipinho estacionavam ao lado do abrigo novo, onde a molecada faminta ao retornar da escola, se deliciava com um caldo de cana com pão massa fina, vendido no abrigo, só um nome de um dos motoristas me vem à lembrança, uma pessoa chamada Eudes, o responsável pela nossa cooperativa, tinha o apelido de “Charuto; no Filipinho, os ônibus faziam o seguinte trajeto: Desciam pela rua dois até o fim, dobravam a esquerda na Rua Oito, seguiam até a Rua Um e novamente dobravam a esquerda, subiam pela Rua Um, até o ponto final na Avenida João Pessoa. Naturalmente não deu certo a cooperativa, pois tratava-se de algo impossível de administrar, as razões para o fracasso desconheço, mas o importante é que as empresas de ônibus que passaram a explorar a linha do Filipinho, continuaram a percorrer o mesmo itinerário dos ônibus da cooperativa, o que facilitou a vida de todos os usuários.

Abastecimento de água praticamente normal.
A Energia sofrível, normalmente faltava energia, no Natal e Ano novo.
Uma panificadora da Dona Miroca, e ainda havia a venda de pão toda tarde por Sr. Pedro, P. P. P.
Com certeza Mario Júlio e Outros se lembram do significado dos pês. 
A compra de carne, peixe e verduras, era feita na feira do João Paulo, mas, havia um pequeno açougue detrás da Igreja que também vendia carne, porém, só quando estava pendurada na frente do açougue, uma bandeira vermelha indicando que nesse dia havia o produto, não sei porque era chamado de carne verde.

Durante o dia vendedores de camarão, peixe pedra e caranguejos em cambadas, os garrafeiros, que faziam a alegria da criançada, havia ainda os vendedores de sorvete, picolé, quebra queixo, pamonha, roletes de cana, cocadas de coco com leite, vendidas por Niquelado e as cocadas de coco com maracujá, vendida por Esmeraldo [chicletes], e o irresistível pirulito enfiado num palito tirado da folha da palmeira de babaçu, ao ser anunciado, era complementado pela molecada com o seguinte refrão: Pirulito enfiado no palito e [amassado no penico]. O pirulito, era pago normalmente com o resultado da venda das garrafas e litros e vidros, ou com as senhas, troco dos bondes que faziam parte da SAELTPA, sigla de, Sociedade de Água, Esgoto, Luz, Tração, Prensa de algodão, uma empresa comandada por Ingleses . 

Mercearias. Sr. Eliezer, Hércules, Sr. Arruda e mais tarde Sr. Álvaro na esquina.
Bares do Sr. Arruda, João Pato.
Times de futebol:
Radar, do Sr. Lima
Renner. Do Sr. Gasparinho
Real. Do Sr. Luís Carlos
Eram os de maior expressão.
Pessoal da bola.
Arnaldo [mambira], Tapioca, Caboclinho, Celso Cantanhede, Pintado, Luís Carlos, Gersinho [Xexéu], Joaquim [Seu Quincas], Zejová, Mozart, Augusto Português, Mario Veadinho, Mariozinho, Valmirzinho [camaleão gripado] Edilson [careca] Elías [lão] Zé Walter, Carrinho vampiro, Guido, Jofrinho, Almir [galinha branca] Gimba, Tri-bi, Mal talhado [craque] Moacir ganancia, Chico Mocó [craque] Maneco, Zeca braço de vidro, Sapo, alfinete, Cachorrinho [craque], Cacique cheiroso, Biluca, Reizinho [pilão] Reizinho [pipi] Zequinha carrasco, Didi, Tôco, Compá, Edmilson caranguejo, “Buchecha”, bicudo, João Braga, Braguinha, José e Walter Pimentel, Marcinho [Miss pira] Zezinho [velha pastilha] Niquelado, Zuza, Totó [olho de boi] Waltinho [pipoca] Betinho [jaboti] Raimundo [gorila assassino] “Arrupiado”, Nelson e irmão [os abestados], Cícero caranguejo, Marco baratão, Café, Júlio Aderson, Marco Polo, João Alfredo, Sebinho, Saloca [Salomão Rovedo Garcia], Aristides Aranha Filho [tarântula] Zeca Aranha [cabeça de bala] Pato, Vinte e cinco, Antônio Carlos, Carrinho [tô com a macaca] Isaque [bibiu] Manga rosa, Augusto, Pepé, Dinho, Gerson [boi da croa] Come fogo, Esmeraldo [Chicletes], Zé Reinaldo, Nestor, Edson, Zé Ernesto, [disco doido] Mariano [craque] Zequinha piloto, gata velha, Zé pelado, Marco Polo, Turcão, Edson Garrido, Odilon [jacú enlatado] Zé Maria [cobra d’água], Zé Benedito, Wiliam [aleijado], Luís Gago, Só uma banda, Ornilo [Patetão] Wagner, Wiliam louro, Zé Maria, Getúlio, Zé grelha, Seu Ramos, Luís [burra cega] Leonardo [braço de radiola] Lúcio, e o Sr. Fatiguê, não sei se esta é a forma correta de escrever esse nome.

Deve haver mais nomes, mas só estes me recordo no momento.      
Diversão:
São João: Quadrilhas, fogueiras, balões, besouros, bombas, mingau de milho, rolete de cana, bola de gude, papagaio, aeromodelismo, viagens de bicicleta à noite ao Aeroporto, para comprar cigarros importados, e ainda, as outras inúmeras diversões criadas pala meninada,
As quadrilhas eram comandadas por um rapaz chamado de Aviador, mas davam o maior trabalho para ensaiar, pois quando a música tocada chegava ao fim, alguém, tinha que colocar novamente no início da música interrompendo o ensaio várias vezes. 

Férias de Julho em Ribamar, em especial as famosas republicas.
Numa das Férias de Julho um grupo do Filipinho alugou uma casa e transformou numa república, eram muitas pessoas na casa que entravam e saiam, portanto é impossível calcular o número exato, ali todos dormiam em redes, a casa não tinha energia, o certo, é que uma noite na hora de dormir, alguém mandou que apagasse a “lamparina”, no caso fazendo referência ao apelido da mãe de um dos ocupantes da republica, o fato é, que houve uma confusão generalizada, e foi necessário a intervenção, dos participantes de um boi que passavas na rua da republica na ocasião, foras eles que conseguiram apaziguar os ânimos e todos voltaram a dormir.     
  
Para frequentar o Lítero. Quem não tinha carteira de sócio, pedia ajuda do diretor seu “Murilo”, ou seja, pulava o muro, ou outra categoria importante de sócio o sócio “Fundador”, eram aqueles que entravam pelos fundos do clube, piscina aos sábados, e domingos, nas férias todos os dias, exceto nas segundas para limpeza da piscina, mesa de “ping-pong”, quadra de futsal, festas de carnaval, houve uma época que havia um lago com botes para os sócios.   
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As músicas mais tocadas no alto falante que ficava em frente à pisciana eram:
Francisco José. Olhos castanhos, louco por ti Portugal, Lisboa Velha Cidade.
Ari Lobo. Majorlândia, Eu não sou dois, Aracati, Caicó.
Anísio Silva. Onde estarás, folhas mortas.
Orlando Dias. Não recordo as músicas.

No carnaval, fora o Lítero, Jaguarema, e clube dos Sargentos, a turma se divertia em outros locais menos familiares: Ubra no bairro de Fátima, Chifre de ouro, no Anil, Beijo Gelado, Bigorrilho, e durante o ano todo aos sábados Carrinho no João Paulo, e sua radiola maravilhosa, tocando Rumbas, Boleros e Merengues, Calipso, etc. pois nessa época o ritmo das Antilhas, tinha grande aceitação em São Luís.

O máximo em diversão foi quando apareceu uma Banda chamada Caribe Steel Band, seus instrumentos eram feitos somente de tambores de aço, ao executar suas músicas, levou o público do Jaguarema ao delírio.

E para encerrar, falamos da moda do Twist, dançado pelos jovens do filipinho. Camom let twist agaim. Sendo Sergio Lima, um dançarino de grande expressão.  
  
Nas festas na Igreja do Anil, invariavelmente, muitas músicas eram oferecidas, para as mães, ou irmãs da rapaziada do filipinho, em mensagens geralmente assim: Alguém oferece a “dona fulana” o nome ou o apelido da mãe do escolhido, esta música com muito amor e carinho.
Cito um exemplo, o acontecido numa noite de sábado: Alguém oferece a dona ”Jussareira” esta música com muito amor e carinho, a carta de waldik Soriano.

A escolhida, no caso era a mãe de um amigo nosso, uma senhora alta e magra, o nome criado para ela, era apenas mera semelhança com uma palmeira, quem estava ali nessa noite sabe a quem me refiro.
Num bar em frente à Igreja católica do Anil, era vendido camarão frito na manteiga real, recheado de farofa, feito com farinha mimosa, uma delícia.

Além do mais havia as festas que o pessoal entrava de penetra, nos bairros do João Paulo, Apeadouro, Monte Castelo, etc. normalmente quando um grupo do Filipinho passava de carro, em certa rua e observava uma festinha, parava próximo e perguntava a um vizinho o nome da aniversariante, e assim, alguém do grupo, seguia para uma farmácia e comprava vários sabonetes, embalados para presente, então voltava ao local festa, e com bastante intimidade parabenizava efusivamente a pessoa, como se fosse um grande amigo, após este ato, apresentava o resto da turma, que aproveitava para dançar, comer e beber, de “grátis”.

Um caso diferente, que ficou para a história, aconteceu em um aniversário no João Paulo quando após as formalidades de praxe, o dono da festa achou aquele grupo estranho, pois todos eles estavam de carro e bem vestidos, destoando do restante dos convidados, então o pessoal da casa usou a seguinte estratégia, ofereceriam os doces, a comida, e a bebida, mas, passavam rapidamente com a bandeja ao largo dos “ilustres convidados” dizendo: Olha a bebida, olha a comida, olha o doce. Ninguém quer doce? Leva o doce. O resultado é o seguinte: Vendo que ninguém iria lhe oferecer absolutamente nada, o grupo caiu fora desapontado, lamentando o prejuízo, por ter dado um belo presente [os sabonetes].
      
Moradores da Rua Três, esquina com a Rua Oito.
Aristides Aranha e Família
José Ramos e família
Sr. Eulálio e esposa, Zizi, Lalinho, e suas irmãs, talvez Virginia e Regina.
Lalinho e proprietário de uma lanchonete na avenida.
Zizi e suas irmãs, não se têm notícias.
Na esquina com a rua nove, havia família Viana, um deles engenheiro Agrônomo foi Secretário de Estado.
Em frente a essas residências, estava o sítio chamado de Sebastopol do Sr. Arruda e seu filho Francisco, este nome Sebastopol permaneceu para mim desconhecido durante muito tempo, pois trata-se de uma cidade ao sul da Rússia, região da Crimeia, que só foi revelada a mim tempos mais tarde, após a leitura de vários livros, entre outros cito: Arquipélago Gulag. O livro negro do Comunismo. Karluk. História do povo Judeu. Etc.
Continuando na rua três, no lado esquerdo da rua, a primeira casa era habitada pela família Mata Roma, entre eles, uma excelente professora, a querida Luzenir, a ela, somos gratos por suas aulas, não só a mim, como muitos outros alunos que ela ajudou ao educa-los, na casa ao lado morava o Sr. Palácio, avô de Tadeu Palácio, ex-prefeito de São Luís, e Joãozinho seu filho, próxima casa habitava o meu querido tio Afonso Aranha, tia Maria e seus filhos, Celso, Augusto, Sergio "bocage" Marina, Mariza e Marta, a tia Maria, filha do Vovô Abraão e Vovó Lusa. Celso só vinha ao filipino em época de férias, pois ele morava no Rio de Janeiro, Marina casou com Olney, e Celso Casou com Jacira irmã de Mário Júlio, criador desta página.

Aqui vale tecer alguns comentários, Nome de guerra, bocage, não sei a sua origem, o fato se deve  porque Sérgio falava alguns impropérios, e sobre Sergio farei alguns comentário sobre situações hilárias vividas por ele, e na última casa morava Zezinho e suas irmãs, ele ex-prefeito de Icatu.

Em frente à residência da professora Luzenir, morava Fernando "chuteira" e sua família, aos domingos pela manhã ao passar em frente da sua casa ouvia-se Ray Conniff, as músicas encantadoras de um disco seu chamado Love, quanto ao nome chuteira também não conheço a sua origem, mas pelo fato do seu proprietário contar muitas estórias, o nome faz jus ao mesmo, ao lado Gama e Adauto, Nonato Miranda, Pepé e Dinho deles não tenho qualquer informação, em seguida sr. Nonato e família, Zuza, Natinho, e suas irmãs, sobre Zuza, parceiro de futebol e aventuras falaremos mais tarde, por fim na última casa da rua três morava José Serrano e Dona LeLé, ele proprietário do Magazine Serrano no início da Rua Grande, dono de uma bela caminhonete Ford canadense, um sonho de consumo de qualquer pessoa da época, quando esta família saia de férias a casa ficava sobre a nossa responsabilidade, estávamos autorizado a jogar bola do lado da casa e as vidraças por ventura fossem quebradas, não eram levadas em consideração, pois elas faziam parte do pacote de férias.

Continuaremos mais tarde com os nomes dos moradores das outras ruas e “acontecimentos” envolvendo o nosso pessoal.
Abraço Aranha.
E-Mail: pastoraranha@hotmail.com